terça-feira, 4 de junho de 2013

COMO EXPLICAR A ARTE? EU A SINTO, MAS NÃO SEI DIZER. E ESSA MENINA DO VALE QUE SEMPRE TEVE PABLO PICASSO COMO SUA INSPIRAÇÃO??? QUERO MOSTRAR, QUERO VÊ-LA NOS GRANDES CENTROS, A EMBAIXATRIZ DA ARTE QUE É MENINA DO CEARÁ-MIRIM: LICINHA BRANDÃO, "A PICASSA BRASILEIRA".

 UM POUQUINHO DA GRANDE OBRA DE LICINHA BRANDÃO. ELA NASCEU EM CEARÁ-MIRIM, MORA EM SÃO PAULO, PERTENCE A MUITAS ENTIDADES ARTÍSTICAS E É EMBAIXATRIZ COM MEDALHA E DIPLOMA DA ARTE.
 SUAS INSPIRAÇÕES
 MEDALHA E DIPLOMA DA ACADEMIA DE ARTES DE SÃO PAULO
ELA COLECIONA TROFÉUS E  DIPLOMAS
 MAIS DIPLOMA!
 GALERIA MATISSE, ONDE ELA EXPÕE SUA BELA ARTE
"RECONHEÇO MINHA PEQUENEZ DIANTE DE DEUS, A QUEM DEVO TODA GLÓRIA E HONRA.DEU-ME ESSE DOM QUE ME FAZ BRILHAR, APRESENTANDO ESSE MUNDO MÁGICO DE CORES E CRIATIVIDADE QUE É EXCLUSIVO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO...ELE SEMPRE ESTÁ AO MEU LADO, DANDO FORÇAS PARA PERSEVERAR MEU MUNDO ARTISTICO. A ARTISTA PICASSSIANA/DELEGADA/EMBAIXADORA/MEMBRO DA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE LETRAS E ARTES E INSTITUTO HISTÓRICO, GEOGRÁFICO E GENEALÓGICO DO GRANDE ABC, SOB OS AUSPÍCIOS DA CASA REAL DOS ARAMEUS E AURANITAS, ARTISTAS, INTELECTUAIS DE VÁRIAS PARTES DO PAÍS".EM MARÇO RECEBENDO O TÍTULO DE EMBAIXATRIZ 
AUTO-RETRATO
A MEDALHA
DIPLOMA
A GRANDE ARTISTA
FLORES: CORES DA ALMA DA ARTISTA
A LINDA MULHER!
A EMBAIXATRIZ DAS ARTES

segunda-feira, 3 de junho de 2013

TREMER? POR QUÊ? AUTORIA DO JORNALISTA E PRESIDENTE DO INSTITUTO CORTEZ PEREIRA PÚBLIO JOSÉ.

TREMER? POR QUÊ?
 Públio José 
jornalista (publiojose@gmail.com)

 Um episódio, dia desses, me deixou curioso. Vi alguém tremendo, arfando, nervoso por conta de uma determinada situação, com a qual, graças a Deus, eu não tive nenhum envolvimento. Fui apenas um privilegiado espectador da cena. Daí me dei conta de como é estranho o tremer das pessoas diante de dificuldades, de conflitos, de fortes emoções. Até parece, nessas situações, que o organismo humano age no sentido contrário ao da lógica. Ao invés de nos endurecer psicologicamente, de enrijecer nossa mente diante da necessidade premente do embate; ao invés de impor um rigoroso controle sobre nossas emoções, nos preparando para vencer o inimigo, seja ele qual for, nos põe a tremer, a balbuciar, a perder totalmente o domínio sobre o raciocínio e a tomada de decisões. Então, pensando daqui, pensando dacolá, descobri ser o tremer um companheiro originário e inseparável da ira e do medo. Logicamente, falo do tremer que não está ligado à manifestação de doenças biológicas. Sabe-se de distúrbios neurológicos que levam a pessoa, por mais dócil que seja, a viver tremendo de maneira incontrolável. O tremer que relaciono aqui é o que vem da ira, da raiva, do ódio, do descontrole das emoções, e também do que se origina do medo, da ansiedade, da dúvida, da incerteza. Este é o pavor do desconhecido, do amanhã, dos desafios, e que leva o organismo a sinalizar, de forma clara e visível, que a carga sobre a pessoa passou dos limites - ou, no mínimo, que o problema, na origem de tudo, está mal administrado. O que se conclui é que o tremer é uma sinalização bastante evidente do momento em que o corpo, a estrutura física e psicológica da qual somos dotados, não tem mais como controlar a situação. E vê no fenômeno a única condição de sinalizar que se aproxima a instalação do caos. A conseqüência, no médio e longo prazo, é a chegada da depressão, da covardia, da inoperância ao enfrentamento dos problemas do cotidiano. O tremer que advém do medo corrói as pessoas por dentro, tornando o seu viver insípido, fugidio, carregado de uma desesperança sem fim, cujo desfecho, muitas vezes, é a tentativa da morte através do suicídio. O outro tremer, o que advém da ira, do ódio, tem manifestação passageira, é mais ocasional. Suas conseqüências, no entanto, podem deixar marcas profundas e prejuízos irremediáveis na vida do irado e das pessoas que transitam ao seu redor. Más querenças, agressões, quebradeiras, amizades e relacionamentos desfeitos, cizânias, desuniões, são frutos do descontrole daí advindo. O destino final desses casos deságua nas UTI’s dos hospitais, pelos acidentes cardiovasculares, ou nas delegacias de polícia, pelos homicídios daí decorrentes. O tremer, enfim, não é um bom companheiro. Além de corroer por dentro, demonstra, quando explode exteriormente, a perda do controle da situação - com sua alta taxa de imprevisibilidade. E qual a solução? Receita pronta não existe. Todavia, é salutar evitar a instalação do extremo nas emoções e cultivar companhias e ambientes que não tragam sentimentos de conflito. Segundo a Bíblia, “um abismo puxa outra abismo”, ou seja, um problema acarreta o surgimento de outro problema - de proporções maiores e de conseqüências inimagináveis. A Bíblia também nos exorta a “fugir da aparência do mal”. Ou seja, é melhor evitá-lo do que confrontá-lo. Domínio próprio, outro instrumento poderoso, do qual fomos dotados interiormente para uso em situações de conflito, também se impõe ser exercitado. Com isso, o tremer poderá ser vencido. E vantagem maior: a qualidade de vida continuará a ser preservada.

"VOAR É O SEU DESTINO" - EXPOSIÇÃO DE AVES POR LEILA CUNHA LIMA DE ALMEIDA.




LEILA TINÔCO CUNHA LIMA DE ALMEIDA

EXPOSIÇÃO DE FOTOS TRAZ A BELEZA DE AVES

 As fotografias da potiguar Leila da Cunha Lima, mais que fixar imagens, procuram captar uma atmosfera sentimental, utilizando a luz como poesia. Procuradora do Estado, ela deixa o mundo jurídico, seu ofício diário, para fazer uma incursão pelo universo das aves do Brasil e de outros países na mostra “Voar é o seu Destino”, com lançamento marcado para 06 de junho (quinta-feira), às 18h, na Pinacoteca do Estado do RN (antigo Palácio do Governo). Com entrada gratuita, a exposição fica em cartaz até 06 de julho, destacando-se pela maneira como as aves foram fotografadas na sua espontaneidade, além de ser um convite à reflexão e ao olhar perspicaz sobre diversas espécies de aves: “Seres a voar ensinam muita coisa. Ensinam ao olho um uso novo da luz, a ver o, até então, despercebido. Transmitem leveza e beleza. Conferem ao homem transcendência, que é boa a liberdade, que a vida é sonho e nobre a função do azul celeste. De certo modo, voar é também nosso destino”, diz Leila.
 A mostra é um trabalho documental pessoal, com um olhar diferenciado, característico aos amantes da fotografia. “Voar é o seu Destino” será a quarta exposição de Leila da Cunha Lima a partir de viagens, com registros de paisagens naturais. A anterior, “Salve a Amazônia!”, tinha como meta um apelo ecológico para que sejam protegidas e preservadas as belezas da fauna e da flora amazônica. A temática ecológica é natural para ela. “Fazer esse tipo de trabalho abre sua mente para outras questões além do mero turismo”, conclui. O próximo passo da fotógrafa é lançar o livro “Flores que Encantam o Brasil”, com fotos suas e textos do pai, o poeta Diógenes da Cunha Lima. 
SERVIÇO | “VOAR É O SEU DESTINO”, de Leila da Cunha Lima.

  Lançamento: 06 de junho, quinta-feira, às 18h. 
 Local: Pinacoteca do Estado (antigo Palácio do Governo), Natal, RN.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

MAIS AUTÓGRAFOS DO POETA, CANTOR E CORDELISTA - JOSÉ ACACI: AS HISTÓRIAS DE TRANCOSO DOS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA.


JOSÉ ACACI

AS HISTÓRIAS DE TRANCOSO DOS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA

 O livro, do poeta cordelista José Acaci, nos remete a um tempo em que as crianças sentavam nas calçadas para ouvir histórias, lendas e causos de assombração, botijas, proezas e espertezas. Os narradores fictícios são poetas e contam as histórias dentro da métrica e da rima perfeitos, e, apesar de ser cordel, está escrito em parágrafos, ao invés de estrofes, inovando, assim, a maneira de se apresentar a poesia popular nordestina. Com histórias como João Besouro e a Botija de Ouro, A Lenda do Papa-figo, O Bem Se Paga Com o Bem, O Romance de Tereza Carol, e tantas outras, As Histórias de Trancoso do Meus Tempos de Criança é leitura para crianças, jovens e adultos apreciadores de uma boa leitura. As xilogravuras são de Erick Lima, o prefácio da professora Vandilma de Oliveira e as orelhas (abas) do jornalista Pinto Junior. O primeiro lançamento acontecerá no Seminário Potiguar Prazer em Ler, no dia 04 de junho de 2013, no SEMURE - Secretaria Municipal De Referência Em Educação, que fica na Av. cap. Mor. Gouveia, 1958, Nazaré, Natal, ao lado da Rodoviária Nova. Com início às 15 horas. Um segundo lançamento está marcado para o dia 08 de junho de 2013, na Casa do Cordel, que fica na Rua Vigário Bartolomeu, 578 - Natal – RN, próximo a agência do BNB da Praça Padre João Maria no Centro de Natal. E um terceiro lançamento no dia 29 de junho de 2013, na Livraria Nobel que fica na Av. Sen. Salgado Filho, 1782 - Lagoa Nova. Contatos com o autor: espacodocordel@gmail.com ou (84) 9951 9873 AS HISTÓRIAS DE TRANCOSO DOS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA O livro, do poeta cordelista José Acaci, nos remete a um tempo em que as crianças sentavam nas calçadas para ouvir histórias, lendas e causos de assombração, botijas, proezas e espertezas. Os narradores fictícios são poetas e contam as histórias dentro da métrica e da rima perfeitos, e, apesar de ser cordel, está escrito em parágrafos, ao invés de estrofes, inovando, assim, a maneira de se apresentar a poesia popular nordestina. Com histórias como João Besouro e a Botija de Ouro, A Lenda do Papa-figo, O Bem Se Paga Com o Bem, O Romance de Tereza Carol, e tantas outras, As Histórias de Trancoso do Meus Tempos de Criança é leitura para crianças, jovens e adultos apreciadores de uma boa leitura. As xilogravuras são de Erick Lima, o prefácio da professora Vandilma de Oliveira e as orelhas (abas) do jornalista Pinto Junior.
 O primeiro lançamento acontecerá no Seminário Potiguar Prazer em Ler, no dia 04 de junho de 2013, no SEMURE - Secretaria Municipal De Referência Em Educação, que fica na Av. cap. Mor. Gouveia, 1958, Nazaré, Natal, ao lado da Rodoviária Nova. Com início às 15 horas.
 Um segundo lançamento está marcado para o dia 08 de junho de 2013, na Casa do Cordel, que fica na Rua Vigário Bartolomeu, 578 - Natal - RN, próximo a agência do BNB da Praça Padre João Maria no Centro de Natal. 
E um terceiro lançamento no dia 29 de junho de 2013, na Livraria Nobel que fica na Av. Sen. Salgado Filho, 1782 - Lagoa Nova. 
Contatos com o autor:
 espacodocordel@gmail.com ou (84) 9951 9873

segunda-feira, 27 de maio de 2013

TAPETE VERMELHO PARA A FOTOGRAFIA - POR FRANKLIN JORGE..

ZELMA FURTADO - DIRETORA DO MEMORIAL DA MULHER.

Transcrito do Novo Jornal (Natal, 26/05/2013)

 TAPETE VERMELHO PARA A FOTOGRAFIA 
Por Franklin Jorge

 No último dia 21 a Pinacoteca abriu à visitação, simultaneamente, quatro exposições de artistas contemporâneos instigados pela fotografia e pelo instinto humano de intervir na realidade, no presente caso, com originalidade e humanismo. Comecemos pela mostra “Ser-Tão Seridó”, da arquiteta cearense, há 14 anos radicada em Natal, Paula Geórgia Fernandes. Ela inaugura a série de nove exposições e intervenções programadas para este ano, na Pinacoteca, reunindo os artistas selecionados em editais de ocupação das galerias, como vem fazendo, todos os anos, a Secult/Fundação José Augusto. Autora de uma obra que se distingue pela singularidade de sua visão das formas e por uma meticulosa produção estética que rompe com os estereótipos e recortes convencionais. Não admira que tenha despertado o entusiasmo do público que esteve no vernissage, numa antecipação ao que o aguardava nas quatro salas do segundo piso do Palácio Potengi, onde ainda podem ser vistas até o dia 21/6 as mostras individuais que compõem o coletivo “Ecos Híbridos”, constituído pelos artistas Alexandre Sequeira, Pedro David e Eustáquio Neves. “Ecos Híbridos” dá continuidade ao projeto didático-pedagógico que elaboramos para nortear a nossa gestão da Pinacoteca, cujo objetivo é justapor teoria (a palavra) e prática (a obra), em exposições pensadas com esse foco e o propósito de contribuirmos para a formação de público para as artes visuais. Graduada pela UFRN, Paula Geórgia dedica-se atualmente a um trabalho autoral e participa da Rede Brasileira de Produtores Culturais em Fotografias. Seu portfólio “Ser-tão Seridó”, foi selecionado para a Mostra de Portfólios no Festival de Fotografia, GuatePhoto 2012, na Cidade da Guatemala, Guatemala. Participou como visitante de diversos festivais de fotografia no Brasil e da edição 2010 do PhotoEspaña. Deixemo-la falar sobre a gênese e o conceito de sua arte impressiva, que pode ser vista e admirada até o dia 21/6: “Fruto de viagens ao Seridó desde 2009, o ensaio fotográfico busca mostrar o sertão pelo olhar de um viajante, revelando uma paisagem ambiental e humana de forma simplificada, carregada de texturas, sombras e a tradicionalidade do sertão potiguar”. São 16 imagens que contam esse caminhar em busca da reflexão do sentimento de Ser sertanejo e valorizar a sua pedra. E agora convido o leitor a subir ao segundo piso da Pinacoteca para apreciar, em exposição, a obra de Alexandre Sequeira (PA), Eustáquio Neves e Pedro Davi (MG), nomes conceituados no circuito da arte contemporânea, usam a fotografia como veiculo de um trabalho estético personalíssimo. “Ecos Híbridos” está percorrendo vários estados brasileiros; de Fortaleza, onde esteve no Centro Cultural Dragão do Mar, e em seguida está desembarcando em Natal. A curadoria é de Geórgia Quintas, doutora em antropologia. Dos três expositores, Alexandre Sequeira foi o único artista que se fez presente ao evento e ministrou durante a tarde da última quarta-feira um workshop para relatar de maneira simples e apaixonante a sua relação com a fotografia e como o artista pode intervir na realidade, contribuindo - como se viu através dos documentários que apresentou e comentou -, como fez, em sua intervenção que a todos cativou, pela intensidade de sua alma desvelada através das relações que criou com a comunidade de Nazaré de Mocajuba, vilarejo de pescadores a 150 quilômetros de Belém, para a qual levou a sua arte e ao mesmo tempo deu aos seus habitantes a oportunidade de sair do de um enquistamento ancestral, fazendo-os participar da criação de uma obra que nos tem comovido e suscitado as mais variadas emoções. A obra não de um mero fotógrafo, mas de um humanista que reflete sobre suas ideias. Seu workshop teve como objetivo analisar propostas artísticas a fim de compreender a fotografia para além de sua avaliação formal ou técnica. Arrematou em grande estilo e calorosos aplausos dos participantes um evento notável que pode ser visto até o próximo dia 21/6. Quem quiser pode acompanhar os comentários sobre “Ecos Híbridos” e “Ser-Tão Seridó” acessando a página Pinacoteca Potiguar no Facebook.
  

A VIRADA CULTURAL 
Natal acompanha a rapidez com que está mudando o cenário cultural com o aporte de novos espaços e uma mentalidade proativa em prol da contemporaneidade. Estamos saindo da cultura popular rural para a cultura popular urbana, para a arte efêmera, para as artes de rua que se traduzem em Hip hop, como diria a curadora da Pinacoteca do Estado, Sayonara Pinheiro. Natal não comporta mais provincianismos. Os coletivos ocupam o vácuo deixado por anos de ações frustradas, de quebra de continuidade, de experimentos sem noção e falta de foco. Uma prova disso é a ação de instituições privadas, como a Casa da Ribeira, que em uma década de ações planejadas tornou-se uma prestigiosa referência no circuito nacional das artes. 

 MEMORIAL DA MULHER 

No último domingo, escrevendo sobre museus, terminei citando alguns que não integram o sistema da Fundação José Augusto, porém esqueci - me de incluir - ai de mim! - o menor deles, em espaço físico, o único, em nossa cidade, a exaltar a mulher intelectual. Obra nascida do idealismo heroico da professora Zelma Furtado -, o Memorial da Mulher. 
Parnaso onde as nossas escritores tem guarida e são guardadas com zelo, a começar pelo culto que rende essa museu particular à memória e ao talento de Nísia Floresta, a primeira de nossas escritoras. Maria Eugênia Maceira Montenegro, Zila Mamede, Myriam Coeli, Alcyone Abrahão, Palmira Wanderley, Nati Cortez, Atenilde Cunha..., que em alguma época se destacaram intelectualmente, reconhecidas e incensadas pela devoção de Zelma à valorização da mulher norte-rio-grandense. 

PINACOTECA NO FACEBOOK Acompanhe as atividades da Pinacoteca do Estado acessando sua página no Facebook, Pinacoteca Potiguar.
 O e-mail é: pinacotecarn@gmail.com 

 PENTIMENTO - Disse Terry Eagleton que a cultura não deve dirigir-se a uma classe específica. Ora - acrescento eu -, todos sabemos que a cultura é inclusiva e fortalece a autoestima, ao unificar, pela magia clarividente da arte, todas as classes sociais. A arte, em síntese, é o começo de todas as partidas.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

AJEB-CE REALIZA HOMENAGEM A FRANCISCO CARVALHO, COM PALESTRA DA PROFESSORA ANA VLÁDIA MOURÃO A DIMENSÃO POÉTICA DE FRANCISCO CARVALHO




AJEB-CE REALIZA HOMENAGEM A FRANCISCO CARVALHO, COM PALESTRA DA PROFESSORA ANA VLÁDIA MOURÃO A DIMENSÃO POÉTICA DE FRANCISCO CARVALHO

 Vládia Mourão* 

 Este título tão abrangente comportaria um ensaio, mas não é este nosso intuito. Na verdade quando falamos de dimensão queremos apenas expressar a grandeza da poética de Francisco Carvalho. Francisco Carvalho, que nasceu na cidade de Russas, em 11 de junho de 1927 e faleceu em Fortaleza no dia 5 de março deste ano, é uma das vozes mais expressivas da literatura cearense. Donatário de vasta obra, desde seu primeiro livro intitulado Cristal da Memória, publicado em 1955, elencando-se a seguir Canção atrás de Esfinge (1965), Do Girassol e da Nuvem (1960), O Tempo e os Amantes (1960), Dimensão das Coisas (1967), Memorial de Orfeu (1969), Os Mortos Azuis (1971), Pastoral dos Dias Maduros (1977), As Verdes Léguas (1979), Rosa de Eventos (1982), Quadrante Solar (1982), As Visões do Corpo (1984), Barca dos Sentidos (1989), Rosa Geométrica (1990), Exercícios de Literatura (1990), O Tecedor e sua Trama (1992), Crônica das Raízes (1992), Flauta de Barro (1993), Galope de Pégaso (1994), Sonata dos Punhais (1994), Artefatos de Areia (1995), Textos e Contextos (1995), Rosa dos Minutos (1996), Raízes da Voz (1996), Os Exílios do Homem (1997), Girassóis de Barro (1997), Romance da Nuvem Pássaro (1998), A Concha e o Rumor (2000), O Silêncio é uma Figura Geométrica (2002), Centauros Urbanos (2003), Memórias do Espantalho (2004), Corvos de Alumínio (2007) e Mortos não jogam Xadrez (2008). O poeta Francisco Carvalho, que foi vencedor do Prêmio Nestlé de Literatura, em 1982, com o livro Quadrante Solar e do Prêmio da Fundação Biblioteca do Rio de Janeiro, em 1997, com Girassóis de Barro, surgiu na literatura em pleno domínio da geração de 45. Mesmo assim, o poeta não se vinculou, de forma rígida, a nenhum movimento estético coletivo. Seus livros trazem, de modo geral, as experiências inovadoras do modernismo, como a desarticulação da estrutura do poema, mas apresentam um certo rigor formal presente no parnasianismo, bem como o enigma do simbolismo. Na verdade, ele conhece todas as técnicas da arte poética, e utilizou todas em sua poesia. Como dimensionar a poesia de Francisco Carvalho? Autor de 32 livros, na sua maioria de poesia e outros de textos diversos (crítica, reflexões sobre literatura, prosa poética). Poeta de fôlego, trabalhou incansavelmente por mais de 50 anos, feito comparável em nossa literatura somente a Carlos Drummond de Andrade. Isto se levássemos em conta apenas o critério quantitativo, mas em relação à qualidade, podemos afirmar que se trata de um projeto literário coerente, desde sua estréia até seu último livro publicado. Em 1996, o Poeta foi escolhido para participar do conjunto de dez autores indicados ao Vestibular da Universidade Federal do Ceará, com o livro Raízes da Voz. Em 2004, este mesmo livro chamaria a atenção do cantor e compositor cearense Raimundo Fagner, que lançou o disco “Donos do Brasil”, musicando alguns poemas de Francisco Carvalho, dentre eles “O bicho homem”, “Cesta básica”, “Esse touro vale ouro”. A poesia de Francisco Carvalho é genuína, original, única e universal. É como disse, certa vez o escritor José Alcides Pinto: “nosso poeta canta para o mundo inteiro, para os quatro continentes, para todas as nações e para todos os povos. Sua linguagem é universal, desconhece as fronteiras e, sendo o que é, um poeta legítimo, tem seu lugar assentado no tempo de hoje e da posteridade”. Sobre os temas mais recorrentes na poesia de Francisco Carvalho sempre apontamos a presença muito forte da temática social, quando o autor escreve para despertar consciências, criticando o posicionamento das elites responsáveis pela permanência das desigualdades sociais: “vagos vêm vindo os pobres / rasos que roçam os lagos / ricos do que não têm / Vêm dourados de andrajos / saudosos de ninguém”. A seguir vêm as angústias do homem, os questionamentos existenciais, como se observa através do poema intitulado “Os Acontecimentos”, inserido no livro As Visões do Corpo: “Chega um tempo em que os acontecimentos desabam / poeira invisível / sobre os teus cabelos / Um momento em que os fatos governam o teu destino e o teu sexo / tua alma, tua voz, tua sombra / e até a solidão dos teus passos dentro da noite”. Recorrentes também são as questões de ordem metafísica, ou mesmo a morte como condição substancial à vida, bem como as preocupações com o fazer poético, através da elaboração e agrupamento das palavras que compõem o poema: “A hora do poema é a hora de partir para longe / e de voltar para perto / A hora de entrar e de sair / A hora de acender e de apagar / A hora de germinar do lado direito / A hora de reverdecer do lado esquerdo / A hora do poema é a hora de morrer e ressuscitar”. A palavra é a raiz de tudo, é o alicerce de todo o processo construtivo do poema. Leitor rigoroso, trabalhador metódico, artífice da palavra, usa o verbo e o adjetivo com competência. Não poderíamos deixar de ressaltar a importância da temática da infância em sua obra, na linha de retorno às suas raízes, sem precisão temporal, o poeta refaz os caminhos perdidos numa procura obstinada pela infância, pelo reencontro com o eu, como profere “há rumor de infância soterrada no coração”. É o homem buscando reconstituir o seu primeiro mundo, onde nasceu essa poesia meio pastoril, que se entrelaça com a infância. Aliás, as experiências vividas ou imaginadas têm importante papel na formação do poeta adulto, justamente porque permanecerão armazenadas para, mais tarde, se transformarem em matéria-prima a serem processadas para auxiliar na composição de sua poesia. Nesse sentido, podemos afirmar que a infância, a memória, os fragmentos do passado, as lembranças do pai, da cidade em que nasceu, tudo está ali misturado, amassado como o barro, um vaso de barro de que é feito o homem, um vaso de Deus, este é o Poeta Francisco Carvalho. *Professora de Literatura e autora de Três Dimensões da Poética de Francisco Carvalho.

terça-feira, 14 de maio de 2013

PROFESSORA MARIA DA SALETE QUEIROZ DA CUNHA TRAZ-NOS "O MUNDO VARZEANO" DO ILUSTRE ESCRITOR BRASILEIRO - MANOEL RODRIGUES DE MELO, EM BREVE, PARA OS AUTÓGRAFOS EM NATAL.

 
DR. MANOEL RODRIGUES DE MELO

O LIVRO É UM TRABALHO DA PROFESSORA MARIA DA SALETE QUEIROZ DA CUNHA, COM ILUSTRAÇÕES DE JOÃO VITAL EVANGELISTA SOUTO.

DATA DO LANÇAMENTO: 05-07-2013
HORA: A PARTIR DAS 18H
LOCAL: PINACOTECA DO RN