quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

PALCOS DA INFÂNCIA - LÚCIA HELENA PEREIRA



 “Onde as lâmpadas ardem, ficam manchas de óleo; onde se acendem velas, ficam sinais de cera; só as luzes do céu esplendem puras e imaculadas”. Goethe

 • Nesta página protagonistas das histórias de minha infância. Luzes acendendo caminhos e colorindo as paisagens de minhas diletas lembranças. Por conseguinte, aos que me permitiram guardar e relembrar:

 • Tributo aos CHIQUINHA E BILILIU (companheiras de infância) PIÔ E MAROCA (contadoras de estórias) 
 Dona BILUCA (rendeira de almofadas de bilros) 
 QUINCAS E LEBRE (empregados da casa fascinados pelo trem) “Compadre” JOAQUIM GOMES (tocador de rabeca).

No vale verde deixei as mais belas e ricas imagens, estórias, paisagens e vozes que ainda vivem em mim e vão reabrindo cenários festivos, como desenhos animados, alegrando e colorindo a minha tela mental. Fiz questão de transcrever os vocabulários - bem jocosos - pela fidelidade às minhas lembranças e para honrar aqueles que deram inspirações às minhas recordações. Portanto, pela poesia que flui dessa linguagem e me leva a uma época distante (e tão próxima)! 

Aqui, nestas breves páginas, o prazer de reviver um tempo cheio de amenidades. A certeza de que, nos protagonistas da história dessas estórias está o mais puro ouro da ingenuidade, que é o poema dos que se fizeram maiores! 

  PIÔ E MAROCA 
 Nesse gigantesco mundo lobatiano, não poderiam faltar as contadoras de estórias: Piô e Maroca. Duas figuras humanas sempre relembradas por mim, pelos familiares, amigos e conterrâneos, quando abordamos os bons tempos em Ceará-Mirim. 
As duas senhoras moravam perto da nossa casa. Eram solteiras e deviam ter, àquela época, entre 50 a 60 anos. Ninguém as via pela manhã, lembro-me da porta verde-ferrugem da casa delas, geralmente trancada durante o dia. Quando o sol vespertino começava a desmaiar no horizonte, lá estavam as bondosas senhoras, com os vestidos iguais, redinhas nos cabelos, sandálias de “rabicho” e as cadeiras na calçada (esse “palco” era armado todas as tardes). Elas sentavam-se em cadeiras de balanço e colocavam mais quatro cadeirinhas de vime à disposição dos que chegavam. Quando a platéia aumentava, o chão era uma boa opção. Só começavam a contar as estórias, quando todos já haviam se sentado, afinal, não gostavam de ser interrompidas. Piô respirava fundo, dava uma revirada nos olhos e dizia: “Um dia, bem distante, num lindo reinado, num castelo d´ouro...” e, assim por diante podíamos compartilhar das suas ingênuas narrações. Quando Piô se cansava, Maroca continuava e, ao final da tarde, havíamos chorado tanto que mamãe vinha abordá-las: “O que será que vocês contaram que as meninas ficaram tão comovidas, minhas amigas?” Piô respondia com meiga voz: “Ixe! Só istorinhas inucentes qui dão cumixão na aima (alma) da gente...” As minhas irmãs,  mais velhas do que Iara e eu, também gostavam da companhia delas e sempre lembravam que ambas costumavam tomar café e emborcar as xícaras usadas sobre os pires, numa mesinha ao lado do tanque de alvenaria, com água de um poço no fundo do pequenino quintal. As minhas irmãs acabavam lavando a louça.
 Diante da casa, bem no meio da rua, haviam várias árvores onde os pássaros descansavam ao crepúsculo. Esses pássaros, humildes pardais, tinham estórias fantásticas, inventadas por elas e nomes bem diferentes, despertando a nossa curiosidade: “ispia só, aquele açulá (e apontavam para qualquer um que pousasse num galho) veio das Oropa e é bem cunhicido pulo nome de Artrimbico; o de lá (a gente olhava e via outro pardal) veio das terra dos vurcão e todo mundo sabe qui si chama Runã; tem outro, o qui tá bem incuído, qui veio nu´a rivuada dos mericano e pur sê bem sabidim se chama Dragonim; mais tem um, santo Deus, atrivido qui nem presta, vive cumendo as migaia dos rico e veio das banda dum castelo lá das terras de Moisés, pegou inté o nome de Salumão”...e, assim por diante os pardais eram nomeados e seus currículos discursados pelas inocentes e bondosas senhoras, que, bem antes das dezenove horas já estavam roncando nas cadeiras. Lembro do ronco de Piô, agudo e forte, nos intervalos entre a inspiração e expiração. Nessas alturas, colocávamos os xales em seus ombros e saíamos devagarinho. Deixa que esses roncos eram só disfarces para que fôssemos embora, pois, mal nos movimentávamos, víamos seus olhos se abrindo e elas fingindo que estavam piscando: "rão simbora mininas, tamo cum sono dimais chega as pestana dos óios da gente tão pregando nas orêias”...

Saí dos vale prestes  completar sete anos. Nunca mais ouvi suas vozes e nem si como acabaram. ficaram as "istórias" que  trago em minhas saudades!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

UM MUNDO LOBATEANO, SÓ MEU, REPARTO EM PENSAMENTO COM AS MINHAS AMIGUINHAS DE INFÂNCIA - CHIQUINHA E BILILIU.



MEUS PAES QUE SÓ ME DERAM AMOR


CHIQUINHA E BILILIU

 Lúcia Helena Pereira 

 Eu tinha cerca de três anos, quando iniciei, por exigência de mamãe, aulas de alfabetização com Valdinha (Valdecir Vilar de Queiroz Soares). Que doce e suave presença humana em minha vida! Sua casa cheirava a flores. De longe sentíamos os aromas do seu jardim -um verdadeiro éden- espargindo dos cravos, dálias, jasmins, rosas, bogaris, jasmim-vapor, resedás, margaridas e outros espécimes vegetais que me enchiam de encantamento. Na casa branca havia um terraço adornado com um conjunto de cadeiras de ferro e o balanço; jarros com beijos de várias cores; a cisterna (provocando-me uma sensação indizível) cortejada pela poética sombra de um caramanchão, cuja trepadeira exibia em seus galhos, pequeninas e mimosas rosas. Relembro as árvores do quintal: os pés de carambolas, laranjas da terra, pitangas, maracujás (imiscuindo-se nesse reino e acasalando-se com a exuberante trepadeira). Ouço, como se fosse hoje, a cantiga das cigarras envaidecidas seduzindo aquele cenário! Ao sair da aula, diariamente, lá estavam as minhas companheiras dos meus dias de infância: Chiquinha e Bibiliu (filhas de Inês, a ama-de-leite das crianças da nossa família). Suadas e esbaforidas, com os cabelos arrepiados, logo anunciavam (pareciam anjos com suas trombetas): “Luça, tu nim sabe qui vimo um sapo seco e isturricado. Tava virado de papo pra riba, pertim da arvre da isquina do berro (a esquina da minha casa, onde um carneirinho apartado da cabra, berrava com dilacerante mágoa). O danado do sapo tá é dando siná de coisa rim, vombora logo interrá o bicho nojento, mode num pegá rindade im nós...” Elas deveriam ter cinco e seis anos (pareciam gêmeas). Eram alegres, criativas, sempre satisfeitas, irradiando felicidade (de onde viria a felicidade dessas humildes criaturas, que amanheciam e anoiteciam em nossa casa?). Astuciosas (longe dos olhos de mamãe e de Babá), certa vez apareceram com massa crua de pão e fomos para o quintal da casa. Lá, elas fizeram bonecos e bichinhos, utilizando caroços de frutas para fazerem os olhos. Estavam “com a mão na massa” quando surgiu o dono da padaria (“c´as venta inguá os bueiros do ingenho baforando fumaça”)- segundo Bililiu. “São essas duas espevitadas, senhor Abel e dona Áurea, mal tive tempo de impedir que me levassem boa porção de massa, logo deram no pé. São umas pestes, não deviam deixá-las com a filha de vocês...” (desabafou irritado). E papai, com a sua peculiar bondade, lhe disse: “Ora meu caro, são apenas crianças, pagarei os prejuízos...” Infelismente mamãe proibiu - me de brincar com as meninas durante uns dias, restringindo-me ao lazer com a mana Iara e algumas primas. Depois, pedi - lhe, encarecidamente, que mandasse buscar minhas amiguinhas. No dia seguinte, ao sair da aula, as minhas tristezas foram recompensadas com a chegada barulhenta das diletas companheiras, que, alheias às humilhações sofridas anteriormente, traziam uma euforia contagiante: “Si Luça subesse, conto a gente brincô! Cumemo bolo de fubá na casa de dona Rosinha, a moça véia da Ingreja, que deu retaios mode nóis fazê vistidim pras bunecas. Fizemo de chita, de fustam, de bolinha e preguemos inté butão de ôro. Fumo vê armá o circo qui tinha girafa, lião, trigue, macaco e vimo os povo si pindurando n´aquelas corda cum tárbuas in tempo de cairim” (eram os trapezistas Mascotinha e Mascarenhas ensaiando para se apresentarem no circo). Impregnada das emoções daquelas novidades, essas “cenas” me pereceriam, hoje, ilustrações de um livro, do escritor Louis Carrol, deixando-me penetrar, a cada instante, no reino encantado das maravilhas de alguma Alice. Eu tinha esse mundo em minha cabeça e em meu coração. Vivia-o com intensidade, sempre distante dos rigores de minha sábia mãe e dos olhares de Babá (Regina Dias). Num desses dias de chuva forte (o vale ficava carregado de nuvens choronas), elas chegaram como presenças ensoloradas, sorrindo, pinotando, cantarolando e alegrando o ambiente. Traziam, com orgulho ímpar, um cachinho de flores “fisgado” dos jardins espalhados pelos caminhos. Bililiu, bem mais falante, fez uma leve vênia e disse: “Florinha mode Luça infeitá seu artá” (um oratório que mamãe colocara em meu quarto e de Iara, onde a imagem de Nossa Senhora da Conceição se destacava). Depois, da mochila de pano que sempre traziam com elas, foram tirando papel prateado (que revestia as carteiras de cigarros). Esses papelotes eram colados uns nos outros (cola artesanal, feita em casa). Ao secarem, davam um acabamento nas bordas brancas, com anilina de cores variadas (da caixa de trabalho de mamãe) e estavam prontos os colares. Dias depois, quando as chuvas saíam de férias, ficávamos no calçadão da minha casa, sentadas em tamboretes da cozinha para vendermos os colares. Elas imploravam: “Compre um colá que é do Rio de Janeiro; esse roxim e esse azuzim custa um tustão, o de prata é doistões. Cheque, se avexe, compre ó meno um...” No final da tarde, os colares estavam amassados e desbotados e o humilde comércio, logo falido! Eram brincadeiras inocentes, sem nenhuma malícia. Falando nisso, um dia fomos à casa de dona Amélia Barroca, perto da linha do trem, do outro lado da nossa rua. Dona Amélia vendia as mangas rosas mais belas e perfumadas, enfurnadas num baú de madeira, com folhas de bananeiras. Logo na entrada viam-se vários pés de malícia que Chiquinha e Bililiu cantavam: “Sai malícia, teu nome é priguiça, vai drumi n´outo pasto qui aqui ocê num tem vez!” E dona Amélia abria um sorriso largo e nos abraçava dizendo palavras carinhosas e presenteando-nos suas lindas mangas. Que terna lembrança dessa boa senhora! Creio que Chiquinha e Bililiu continuam brincando, em algum lugar, trepadas em mangueiras, goiabeiras, assobiando como os passarinhos, olhando os circos e fazendo figurinhas com massa crua de pão. Onde estarão? Como reencontrar esses “mitos” da infância? Essas vozes que ouço em meus momentos de contemplação e de poesia? “Arre, Luça, tás pirigando pegá catapora de nóis. Ramo vê cumo vai ficá se coçando, cum a cabeça duendo e os óios pegando fogo cumo brasa. Mai tem que ficá na cama e tumá bain cum fôia de sarsa isquentada, mode muxá as boinhas (bolhinhas)...” (Bililiu) “Eu num digo nadim e só vô alertá uma veiz, pra num dizerim qui sô rim: o tá de Zeca qui mora pertim do cimitero anda vendo arma de tudo que é gente. Ele viu arma inté do finado Suares qui morreu im Sum Paulo. E cumo é qui uma aima doutro canto vem isbarrar pur essas banda? Vumboro usá figa mode afastá essas arma. Tô inté tremendo cumo vara verde e num duvidio qui esse cundenado vem pegá in n´eu hoje de noite!” (Chiquinha). Essas palavras ressoam em meus ouvidos, até hoje, como sinfonias diletas.

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COMENTÁRIO DO AMIGO E ESCRITOR: EDUARDO GOMES DE CARVALHO (*)


COMO VOCÊ ESCREVE BEM! O MEL DE SUAS PALAVRAS ESCORREM DOS BUEIROS DA SUA ALMA, PARA OS GRANDES TACHOS E ACABAM EM POESIA.
VOU REGISTRAR NO BLOG. A CPU ESTÁ MORRE E NÃO MORRE...

TE AMO. GRATA, L.HELENA
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LÚCIA HELENA, 

Você, como sempre, me emociona muito ao evocar suas lindas lembranças dos tempos imemoráveis do Ceará-Mirim. Acho impressionante como as coisas boas e verdadeiras se repetiam nas gerações antigas, pois revi na sua narrativa o mesmo carinho e amor que sua avó  Madalena, nutria pelas crias do Oiteiro... Eram dádivas que herdávamos gratuitamente e que repassávamos aos mais novos naturalmente.
Infelizmente quase tudo se perdeu na atualidade e as novas gerações apenas contam com o modernismo dos brinquedos tecnológicos e da internet, tudo totalmente destituído de calor humano e de valores sentimentais de real qualidade.
Quem saberá doravante o valor dessas reminiscências amorosas e destituídas de qualquer traço negativo? Quem sorverá o gosto saudoso desse mel, que era a amizade pura e independente de casta ou origem social?... Infelizmente, os mais jovens serão, com certeza, bem menos felizes que os seus antecessores e não poderão trazer em seu âmago essa centelha poética que lhe caracteriza, pois não sabem o gosto singelo e impar das coisas mais simples e puras que a vida pode nos oferecer.
Vida longa  a todas às "Paticas", "Chiquinhas" e "Bililius", que habitarão sempre os corações das poetisas e dos poetas.

Grande abraço.

Eduardo Carvalho.
  

sábado, 21 de dezembro de 2013

"O QUE NOS FALTA É CIÊNCIA E TENÊNCIA " - TOMISLAV FEMENICK .





Desde a década de 1990 que o Brasil está situado entre as dez ou quinze maiores economia do planeta, mas não conseguimos entrar no seleto clube das potencias do primeiro mundo. Estamos quase chegando lá, sem nunca chegar. Sempre ficamos da fila do gargarejo. A pergunta inevitável é: O que acontece e qual é causa? Talvez a resposta esteja nas notícias divulgadas recentemente, que colocam o Brasil entre as nações com menor qualidade de ensino e menor índice de produção científica e registro de patentes de novas descobertas. Então o que nos falta? Obstinação para buscar e ciência para alicerçar o nosso desenvolvimento. Sem ciência não há como chegarmos ao céu do primeiro mundo. Somente para confirma essa afirmação, convido os leitores para um passeio pela história do nascimento da ciência. Os primeiros estudos científicos foram desenvolvidos pelos filósofos que se dedicavam à filosofia da natureza. A história aponta os gregos e chineses como os precursores desses estudos. Podemos dizer que o ponto de partida foi dado quando Leucipo de Mileto (460-380 a.C.) e Demócrito de Abdera (cerca de 460-370 a.C.) desenvolveram a teoria de que todas as matérias são compostas por átomos, cujas propriedades seriam: forma, tamanho, impenetrabilidade e movimento. Até então a opinião predominante era que as matérias eram compostas de terra, água, fogo e ar. Quatro pensadores gregos deram a base para a separação entre o “raciocínio simplesmente lógico” e o “raciocínio lógico ordenado”. Tale de Mileto (624-548 a.C.) exclui os deuses da origem da natureza, Pitágoras (580-507 a.C.) concebeu a relação matemática como base das coisas, Parmênides (515-540 a.C.) criou a lógica formal (alicerçada no princípio da não contradição, segundo o qual o “ser” é e o “não-ser” não é) e Demócrito (460-370 a.C.) formulou a teoria sobre a constituição da matéria. Eles geraram o embrião da ciência atual. Os chineses da antiguidade adotavam a ideia de cinco elementos básicos: terra, água, fogo (em comum com os gregos), metal e madeira. Essa teoria foi sistematizada pelo filósofo, historiador, político, naturalista, geógrafo e astrólogo Zou Yan, ou Tsou Yen (305-240 a.C.), tido como o fundador de todo o pensamento científico chinês. Das especulações teoréticas, os gregos e chineses migraram para o uso prático. Na Grécia as descobertas foram o relógio de água, as máquinas movidas com força motriz hidráulica ou de ar comprimido. No campo das ciências naturais, as pesquisas se expandiram pela astronomia, geografia, zoologia, botânica e medicina etc. Na China antiga os estudos teóricos eram voltados para conceituações morais (confucionismo, taoismo etc.), porém a ação era principalmente voltada para a exploração do mundo natural. As pesquisas no campo da física e da química resultaram na invenção da pólvora, do balão de ar quente e da bússola magnética. Os estudos sobre mecânica levam à construção da besta e do sismógrafo. Na medicina testaram o tratamento da malária. Também, estudaram e fizeram aplicação prática com elementos de engenharia hidráulica, botânica e astronomia. Outros povos da antiguidade também enveredaram nos estudos das ciências. Na Mesopotâmia e no Egito houve importantes estudos no campo da engenharia de construção, medicina, matemática e astronomia. Por que não aprendemos com a história? Se quisermos entrar no maravilhoso mundo dos países desenvolvidos há que se melhorar o ensino em todos os níveis, fazer pesquisas e criar condições concretas para uma ciência verde-amarela, sem xenofobismo.

 O Mossoroense. Mossoró, 20 dez. 2013.

(*) Mestre em Economia e Contador

sábado, 7 de dezembro de 2013

ALFRED ASIS E SEUS GESTOS DE ABSOLUTA GRANDEZA EM PROL DAS CRIANÇAS CARENTES, REVERTENDO A VENDA DAS REFERIDAS ANTOLOGIAS PARA AS CRIANÇAS. BUENO!










PROYECTOS MUNDIALES SIN COSTO ALGUNO POETAS ESCRITORES DEL MUNDO CONSAGRADOS, EMERGENTES Y NIÑOS PROYECTOS EN CONVOCATORIA *MIL POEMAS A SOR TERESA DE CALCUTA ... HASTA JULIO 2014 (PARA TODO PARTICIPANTE) *UN POEMA AL MAR PARA BOLIVIA ... HASTA JULIO 2014 (PARA TODO PARTICIPANTE) *MIL POEMAS A VINÍCIUS DE MORAES ... HASTA MARZO 2014 (PARA TODO PARTICIPANTE) *SEMILLERO VALLEJIANO (SOLO PARA ALUMNOS DEL PERÚ) HASTA ABRIL 2014 ENVIAR TRABAJOS A poeta@alfredasis.cl www.alfredasis.cl Últimas obras terminadas: *“MIL OBRAS a Oscar Alfaro” en E-BOOK y terminándose de imprimir en Bolivia. www.librovirtual.org *“MIL POEMAS A JOSÉ MARTÍ” en E-BOOK desde el 12 de Diciembre, www.librovirtual.org Edición personal. La edición profesional aún está en proceso a cargo de Josefina Ezpeleta.
 Abrazos Alfred Asís

UM HOMEM CHAMADO PAZ - ROBERTO LIMA DE SOUZA.


 
ROBERTO LIMA DE SOUZA
UM REI: MANDELA

UM HOMEM CHAMADO PAZ 
- Poema à Memória Bendita de Nelson Mandela
POR  Roberto Lima de Souza 

 Um dia, a paz despojou-se das convenções humanas 
E foi nascer, de novo, vestindo pele negra, 
No hemisfério sul, no continente mais negro 
Deste mundo de meu de Deus... 

 É que a paz se cansou de ser branca no hemisfério norte,
 Onde surgiram, meu Deus, as grandes guerras, 
Embora tantos por lá tenham sempre buscado a paz, 
Tenham sempre sonhado com a paz, sempre ela, 
 Vestida de branco e sempre bela... 

 A paz, porém, naquele extremo sul, não foi reconhecida
 Porque estava vestida de negro 
E os que governavam, 
 Iguaizinhos aos homens do outro hemisfério,

 Imaginavam que ela, a paz,
 Nascesse branca, dócil e subserviente ao regime
 Que apartava os homens pelas diferenças de cor... 

 E a paz, tomando as dores da sua prima-irmã, a igualdade, 
 Precisou endurecer-se na vida para poder lutar 
E enfrentar as duras injustiças sofridas pelos seus irmãos,
 Só porque tinham a mesma cor da sua pele... 

 E porque defendia direitos iguais para os seus, 
Foi a paz considerada subversiva 
E, por longos vinte e sete anos, banida, 
Privada do convívio dos seus...

 E a paz, então, começou a cantar pela voz dos seus irmãos de cor 
E de todas as outras cores que tem o amor... 
E o seu canto foi ouvido pelo mundo inteiro, 
Do hemisfério sul ao hemisfério norte, 
Porque o canto da paz é um grito que vence o furor,
Que não teme a força bruta, que não teme mesmo a morte...

 E tão forte foi o canto da paz 
Que, um dia, num dia de muita claridade,
 Mandela, que nasceu livre,
 Reencontrou a liberdade 
E, a ela, de mãos dadas, fez esquecer a ideia de norte e sul: 
Vestiu-se com as cores todas da diversidade, 
E, entre os homens de pele branca e de pela escura, 
Passou a conviver no coração de todos 
Com o nome de fraternidade, 
Até que, um dia, foi chamado, de novo, de paz, 
Nos braços do Pai de toda a humanidade...

 Natal, 6 de dezembro de 2013.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"CONHEÇA O QUE É MUSEU", AUTORIA DE CLAUDIONOR BARROSO BARBALHO, AUTOGRAFADO NESTE 05-12! NOITE LINDA.




AUTÓGRAFOS ATÉ AS 22 HORAS
CLAUDIONOR BARROSO BARBALHO
CLAUDIONOR E VALÉRIO MESQUITA, PRESIDENTE DO IHG/RN
O AUTOR E FAMILIARES
MUITOS AMIGOS
CLAUDIONOR, JOÃO RAMALHO E ORMUZ SIMONETTI
LÚCIA HELENA E REBECCA GOSSON
MAIS AMIGAS
O AUTOR NÃO SE CANSOU DE AUTOGRAFAR
UMA NOITE DE PRESTÍGIO COM FAMILIARES E AMIGOS
MÃOS AUTOGRAFANDO
O AUTOR E SEU AMIGO
FAMILIARES E AMIGOS
THIAGO E O PAI EDUARDO GOSSON
CLAUDIONOR E O CONFRADE HORÁCIO PAIVA
AMIGOS DO AUTOR
CLAUDIONOR, CARLOS GOMES E THEREZA
THEREZA, CARLOS GOMES, LIVIO OLIVEIRA E CLAUDIONOR
THIAGO GOSSON E A ESPOSA
LIVIO OLIVEIRA E O CONFRADE
CLAUDIONOR E ANNA MARIA
O AUTOR, ANNACASCUDO, SUELY MENEZES, EDUARDO GOSSON E O FILHO DO AUTOR, CLAUDE, MANEQUIM INTERNACIONAL.
O CONFRADE CEL. ÂNGELUS DANTAS E O AUTOR
EDUARDO GOSSON, PRESIDENTE DA UBE E CLAUDIONOR
JURANDIR NAVARRO E CLAUDIONOR
WOLDNEY RIBEIRO, DALIANA CASCUDO E SEVERINO VICENTE
O AUTOR E SUA LEGIÃO DE AMIGOS
O LIVRO PREFACIADO POR NOSSO QUERIDO E INESQUECÍVEL ENÉLIO LIMA PETROVICH
O AUTOR E SEUS AUTÓGRAFOS
CLAUDIONOR E A SUA BELA FAMÍLIA: A FILHA  RAISSA CARLA, A ESPOSA CÉLIA E O FILHO CLAUDE
NOITE AGRADÁVEL, BONS PAPOS, UM BOM WISKY E O SABOROSO BUFFET: "AROMA DE CAFÉ", COM SUCOS DELICIOSOS, ÁGUA DE COCO, REFRIGERANTES, SALGADINHOS PERFEITOS.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

"CONHEÇA O QUE É MUSEU", DA AUTORIA DE CLAUDIONOR BARBALHO, COM AUTÓGRAFOS AMANHÃ, 05-12, A PARTIR DAS 18 HORAS, NA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS.

LANÇAMENTO AMANHÃ, 05-12.
CLAUDIONOR BARBALHO

A UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN, ATRAVÉS DO SEU PRESIDENTE - EDUARDO GOSSOM - TEM A SATISFAÇÃO DE CONVIDAR CONVIDAR PARA OS AUTÓGRAFOS DO CONFRADE CLAUDIONOR BARBALHO, LANÇANDO SEU LIVRO:
"CONHEÇA O QUE É MUSEU".

DATA: 05 - 12- 2013
A PARTIR DAS 18 HORAS
NA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE E LETRAS À RUA MIPIBU, 443, PETRÓPOLIS.

PREÇO DO LIVRO: 30,00
DURANTE O EVENTO, SERÁ SERVIDO UM COQUETEL

CONTATO: 9111 8585 E 3218 1926