sábado, 1 de março de 2014

REVISTA BIOGRAFIA - COLUNAS / LÚCIA HELENA PEREIRA / POETAS BRASILEIROS-


COLUNAS / LÚCIA HELENA PEREIRA / POETAS BRASILEIROS 

A Minha Casa de Campo [Lúcia Helena Pereira] 

 Seria pretensão morar numa casa de campo na Áustria? Essa casa existe e vou me hospedar por lá, por uns tempos...através dos meus sonhos. Sempre acalentei o sonho de passar uma boa temporada numa casa de campo, tipo chalé, em algum lugar da Áustria, com janelas adornadas de flores! Pretensão? Apenas um sonho que a poesia da vida me emprestou e eu guardei comigo, para poder compor mais poemas e ouvir, ao cair da tarde, a música das esferas, em noites de encantamento e de poesia, quando os anjos cantam à minha alma e tocam as suas harmonias em cítaras astrais! A Minha Casa de Campo Lembro-me dos slides que um cunhado (de saudosa memória), passava em sua residência da Marinha, tanto em Natal, como em Nova Friburgo e no Rio de Janeiro. Vistas fascinantes do Brasil e de outros países. Uma noite, enquanto ele passava slides de várias paisagens, uma, em particular, prendeu minha atenção. Dentro de mim, a minha voz interior falou: essa é a sua casa de campo tão sonhada!´ O fato é que jamais tive grandes ambições. Menina do interior, convivendo entre familiares e as "crias da casa"; vendo e revendo cotidianos cheios de amenidades como as feiras de todo sábado; as festas juninas; as procissões; os cortejos dos "anjinhos" (crianças falecidas) em ataúdes cobertos com jasmim vapor (flor de aroma forte) e minhas lágrimas rolando pelos rios dos meus olhos. A cidadezinha pacata só entrava em rebuliço em época de política, nos festejos pelo dia da padroeira - N.Sra. da Conceição - em Ceará-Mirim (terra onde nasci e simboliza o meu poema de amor). Lembro-me, com grata emoção, das idas constantes com meu pai, aos engenhos Guaporé, Oiteiro, Mucuripe, à Usina São Francisco e à nossa Fazenda Santa Águeda... Ainda ouço o apito dos engenhos anunciando a moenda e o cheiro do melaço exlaando dos grandes bueiros. Recordo, com nostalgia, que já vai longe o tempo em que os familiares recebiam e retribuíam visitas. Um tempo proustiano, diria Nilo Pereira, o fato é que todos os dias a nossa calçada da casa-grande, na Rua Grande, ficava cheia de gente e aos olhos de uma menina que despertava para a sensibilidade das coisas, era algo notável. Esse tempo ficou pregado na moldura de luz do meu coração e, quantas saudades sinto, até hoje! Em Natal, na maturidade, numa de minhas idas ao Sul, conheci um sítio no Rio Grande do Sul, onde havia um chalé maravilhoso, pelo qual me apaixonei e o seu dono, apaixonou-se por mim. Santo Deus, o homem era viúvo e pai de seis filhos e eu não tinha o menor talento, àquele tempo, para ser mãe de tão grande prole. Esse sítio, maravilhoso, perto da linda praia de Torres/RS, era o próprio paraíso: o chalé - bem no estilo europeu - arrodeado de flores, sobretudo hortênsias de cores variadas, os ricos pés de frutas (peras, maçãs, uvas e os morangos perfilando os caminhos e muitos dos seus galhos beijando os parapeitos das janelas). Havia a poética lareira, na sala principal; a chaminé, com sua fumaça formando desenhos exóticos no ar, devido a densidade do ar (o frio era intenso)... Uma paisagem para sonhos e para os que sabem sonhar. Lembro-me do córrego deslizando pelas pedras e a vegetação perfumada. Esse cenário enchia meus olhos de uma luz como jamais vi, como se fosse uma grande concha aparando as águas dos olheiros de minha infância no Vale Verde. Queria uma casa no campo. Uma lareira, jarros de flores, o chocolate quente ou chá, colher morangos e peras, ouvir a música dos riachos, o canto dos galos, e a sinfonia dos pássaros festejando suas harmonias, sob um céu de anil. O meu sonho concretizou-se nas belas viagens que a vida me permitiu e pela internet, como uma grande e escancarada janela, co vislumbrando meus olhos. E eu ganhei essa casa de campo, de algum lugar da Áustria, junto com belas e inesquecíveis valsas, quem sabe? talvez um Capitão Von Trapp, da "Noviça Rebelde", me convide para minha velhice naquela casa de Salsburg, junto ao grande e rio e me ofereça um anoitecer feliz, onde andaremos de mãos dadas, tomaremos sopas de legumes, degustaremos frutas colhidas por nós e eu, feliz, recebendo o meu neto nas férias e vendo-o correr por aquele verde-azulado, e eu, correndo sobre suas pegadas. Sonhar faz a poesia da vida. E hoje o meu sonho sorriu, abracei-o, amei-o e ele correspondeu com ares de felicidade. Escritora e poetisa do Rio Grande do Norte realizou um dos seus sonhos:conhecer a poetisa goiana Cora Coralina. 

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JORNAL SEM FRONTEIRAS - FEVEREIRO / MARÇO.


JORNAL SEM FRONTEIRAS

 Rede Mídia de Comunicação Edição: Fevereiro/Março 
Convidamos você a ler a versão online da edição fevereiro/março abaixo e a divulgar e compartilhar com seus amigos. Jornal Sem Fronteiras Jornal Sem Fronteiras - Caderno Especial Clique na imagem acima para abrir o jornal online ou acesse os links: Jornal Sem Fronteiras - principal e Caderno Especial - Jornal Sem Fronteiras O Jornal Sem Fronteiras, da “Rede Mídia de Comunicação Sem Fronteiras”, foi idealizado para atender às necessidades do mundo cultural, por ser um veículo de comunicação exclusivo para os amantes das Artes e da Literatura. O Jornal Sem Fronteiras possui tiragem bimestral, de forma impressa e online. É totalmente colorido e em formato Standard. Está presente nas principais capitais do País, através dos seus colunistas, Galerias de Artes, Museus, Bibliotecas, Associações, Academias, etc. E no exterior, em inúmeros eventos culturais de brasileiros residentes no exterior. Envie-nos suas pautas! A próxima edição será especial de aniversário. Terá tiragem dobrada (20 mil exemplares) e contará com um Caderno Especial para Artes e um Caderno Especial para Literatura. Os interessados em divulgar seus trabalhos nesses cadernos especiais deverão entrar em contato para maiores informações. Lembrem-se! A divulgação dos seus trabalhos e do resultado alcançado neles estará indo além-fronteiras! Participe conosco, deixe sua marca registrada na mídia! Para maiores informações e solicitação de exemplares impressos: contato@redesemfronteiras.com.br Aproveitamos a oportunidade para convidar a todos a visitar e a curtir nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/redesemfronteiras Imagem inline 1

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

NOITE ETERNA - POR TADEU ARRUDA CÂMARA.


Era uma noite, uma noite destas onde não existia lua, e o céu de tanto escuro fazia com que as estrelas piscassem mais forte lá no firmamento. Eu, perdido nos meus pensamentos, contemplava aqueles lampejos de luzes como há muito não fazia. Não estava só, perto de mim um anjo de mãos macias enchia-me de carinho. Enquanto seus beijos aumentavam o encanto da romântica noite, eu ouvia de seus lábios: meu príncipe. Sentia-me um menino no embalo daquelas carícias. Ela, de uma beleza estonteante, fitava-me com seus lindos olhos verdes. Um verde tão bonito, que mais parecia o mar de Muriú. Um mar que naquele momento só eu navegava. Não perguntei de onde ela vinha, não quis saber de nada, apenas queria o calor daquele lindo corpo que me fez o homem mais feliz do mundo. Nos braços dela, senti-me mais forte, mais amado. No auge do amor, onde nossos corpos entrelaçavam-se desvairadamente, ela perguntou se eu a amava. Nada respondi, deixei que as batidas do meu coração falassem por mim. Deixei que o arfar deste peito transmitisse toda a verdade já que meus lábios uniam-se aos dela num longo e apaixonado beijo. O ambiente era de calmaria, só nós dois naquela imensa casa no meio das verdejantes árvores, parecia que somente nós dois existíamos.

Pedi a Deus que aquela noite não terminasse nunca. 
 Muitos momentos eu vivi na vida, mas como os dessa noite nunca existirão de novo. 
Todos nós temos uma noite inesquecível. Uma noite que sempre ficará em nossas lembranças.
 Essa foi a noite mais linda que vivi, essa foi a noite que para
 ficou, para sempre em minha lembrança.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

NOSSA VIDA É UM CARNAVAL - POR TADEU ARRUDA CÂMARA.


Nossa vida é um carnaval.
 Tadeu Arruda Câmara 

 Não sei por que quando chega o carnaval, sempre lembro-me das campanhas políticas e quando chegam as campanhas políticas, lembro-me do carnaval. Agora mesmo se aproxima o carnaval e a sensação que me dá é de que vem uma nova eleição. A coisa não é muito difícil de explicar. É que política no Brasil se parece muito com carnaval. Ambos possuem aquele toque anárquico de que tudo pode. No carnaval, temos os foliões, muitos afoitos e destemidos que torcem pelas suas escolas de samba, mantendo a euforia até a quarta-feira de cinzas, dia se  escolher a melhor escola. Na campanha política, temos os eleitores, muitos, também, afoitos e destemidos que torcem pelos seus partidos até chegar o dia da eleição. No carnaval, temos os pierrôs, as colombinas e os arlequins. Na política temos os cabos eleitorais, eleitores e chefes políticos. No carnaval, o arlequim, personagem da Commedia dell’Arte (Itália), que trai o Pierrô, roubando-lhe sua colombina. Na política, temos os eleitos enganando o povo. Não podemos deixar de citar que no carnaval, assim como na política, a força geratriz é o dinheiro. Dinheiro quase sempre sujo, caixa dois. No carnaval, vem do jogo do bicho, uma maneira de suavizar a pesada imagem do Bicheiro no mundo da contravenção. Na política, vem das construtoras, uma via de duas mãos: uma leva a doação a outra faz o retorno com o sofrimento do povo brasileiro. Esta história de liderança política sem dinheiro, principalmente no Rio Grande do Norte, é conversa pra boi dormir. Eu vi Aluisio Alves, maior expressão política do Estado, não conseguir eleger um neto vereador em Natal. Mais tarde entrevistado por um canal de televisão, respondeu a um jornalista que não elegeu o neto porque não teve prestígio. Foi aí que comecei a entender a grandeza de um homem chamado Aluisio Alves. A capital do carnaval é a cidade do Rio de Janeiro, Avenida Marquês de Sapucaí, cujo Sambódromo foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A capital política do Brasil é Brasília, também projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Note que os políticos de Brasília sempre aparecem na Sapucaí, buscando popularidade, e os da Sapucaí em Brasília buscando sobrevivência. A semelhança entre política e carnaval é tão grande que o Estado de São Paulo, nosso maior polo industrial, elegeu o palhaço Tiririca como deputado federal mais votado da história do Brasil. É protesto ou voto consciente? Pode até ser carnaval fora de época. Não podemos deixar de falar da figura do palhaço. Este sim, o grande elenco formador de nossa sociedade. Lembro um dia, hospedado num hotel de terceira categoria em São Paulo, em busca de trabalho, tempos difíceis, acordo, alta madrugada, e na cabeceira de mesa encontro um livro, já amarelado pelo tempo, e leio uma frase de Charles Chaplin: “eu continuo sendo apenas um palhaço, o que me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político. No silêncio daquela noite, pude refletir o quanto somos palhaços. Fomos palhaços quando uma ministra totalmente desequilibrada e um presidente tido como louco e corrupto confiscaram todo nosso dinheiro, deixando toda população abobalhada. Vai fazer isto em outra nação. Vai? Fomos palhaços quando um governo incompetente cuja música de campanha dizia que soprava um vento forte no Rio Grande do Norte e que este vento mudaria nossa sorte. Este vento só trouxe perseguição à classe de professores e quebrou nosso maior patrimônio, o Bandern - Banco do Estado do RN. Fomos palhaços quando um grupo de grandes devedores, apelidados de empresários, não querendo pagar altas somas ao BDRN - Banco do Desenvolvimento do RN resolveu simplesmente fechá-lo, deixando as dívidas pelos labirintos insondáveis da corrupção. Enquanto isso, aquela senhora que furtou uma lata de sardinha no supermercado para matar a fome de uma criança faminta, passou seis meses na penitenciária. As Máscaras são comuns tanto nos foliões, como nos políticos. Nos foliões são confeccionadas a caráter, conforme a imaginção, a fantasia. Nos políticos, nascem com eles, fazendo parte de sua personalidade. Observe um encontro com um político antes de uma eleição, sorriso fácil, sempre com perguntas, "por onde anda você"? "Precisamos conversar, você some". Passada a eleição, cara fechada, ar de preocupação, um leve aceno. Pensamos até ser uma outra pessoa. Por todas essas coisas concordo com Moacir Franco, "nossa vida é um carnaval. Também sopraram cinzas no meu coração e os clarins silenciaram quando caiu a máscara de minha ilusão". Talvez em outro dia e os clarins voltem a tocar e uma nova máscara usarei para esconder uma outra dor.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

LUAR DE MURIÚ - POR TADEU ARRUDA CÂMARA.




Hoje quando os últimos raios do sol se renderam, em "dégradé
", ao crepúsculo, dando adeus ao azul do dia, mergulhando no escuro da noite, vêm-me os últimos pensamentos do dia, fazendo-me refletir, a todo o instante, sobre a vida. Penso nos caminhos traçados, que o destino muitas vezes nos presenteia. Não sei por que razão os ensinamentos de meu pai vêm com força abrir meus olhos. Eles vêm como um carão: “Eu lhe avisei”! Pensar em meu pai é mesmo que repassar na memória os valores éticos que a dura educação dada por ele nunca se desatrele dos trilhos morais com que sempre levei a vida. Chegando aos sessenta anos, começam as indagações: como está correndo rápida a vida! Os cabelos brancos estão chegando como se a neve do tempo dissesse que o inverno da vida não tarda chegar. Aqui da varanda da casa que escolhi para passar a velhice, na minha querida praia de Muriú, fitando o horizonte, escuto a voz do vizinho dizendo que a noite é de lua cheia. Quantas e quantas luas cheias eu vi na vida, mas nenhuma foi tão presente como a desta noite. Realmente, ela apareceu mais dourada do que de costume. Deslizando diante de meus olhos, trazendo lembranças dos tempos de menino, mostrando que o homem chegou até ela, mas nada pode fazer, sua exploração continua restrita aos poetas e apaixonados. Não sei por que, nesta noite, vejo a lua como se estivesse vendo pela primeira vez. Tudo nela é diferente. Deus parece que quis falar comigo. Comecei a sentir a força criadora dando alento a um ateu que, em instantes, começava a acreditar num Deus Onipotente, Onisciente e, acima de tudo, justo. Um Deus que dizia pra mim que tudo na vida se sente e muito pouco se explica. Foi a partir daí, que entendi o quanto o homem é insignificante perante o universo. Realmente, um grão de areia.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CRÔNICAS LITERÁRIAS DE TADEU ARRUDA CÂMARA: BREVES DEVANEIOS. LEMBRANÇAS DOS TEMPOS DE CRIANÇA.



BREVES DEVANEIOS.
Tadeu Arruda Câmara

Podia ser uma noite como outra qualquer, uma noite como tantas que vivi na vida. Do alpendre do chalé em que estávamos via-se muitas estrelas cintilando na escuridão da noite. Um clima mormacento sendo atenuado com as lufadas de um vento frio vindo de um agitado mar que chamava minha atenção. Tudo era silêncio, somente o bramir deste mar fazia-nos companhia naqueles inesquecíveis momentos de amor. Ela podia-se notar pelos discretos sorrisos, os mais lindos que vi em minha vida, que estava feliz. Conversamos pouco, em certos momentos o olhar é a melhor linguagem! Não me cansava de olhar aquele rostinho encantador protagonista da noite mais feliz de minha vida. Convidei-a para entrar, os sons oriundos daquele mar pareciam queixumes de fantasmas reclamando amores não correspondidos. Lá dentro do chalé onde seria nosso abrigo naquela noite tropical, um ambiente rústico seria cúmplice de um lindo cenário de amor. Foi neste sedutor ambiente que me entreguei de corpo e alma nos braços dela, uma linda mulher que me fez voltar à adolescência, enchendo-me de prazer. Nossas almas entrelaçaram-se num frêmito de louca paixão. Tudo foi encantamento, aquele olhar sedutor, aqueles ardentes beijos, aquelas macias mãos provaram que o que vale nesta vida é o verdadeiro amor.

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LEMBRANÇAS DOS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA.
Tadeu Arruda Câmara

Na língua portuguesa não existe nenhuma palavra mais sonora, doce e ao mesmo tempo amarga do que a palavra saudade. Muitas são as definições: é um sentimento de falta; é levar dentro do coração a presença de um ente querido; é sentir emoção de um amor perdido; é aquele passado sempre lembrado. São muitas definições que povoam nossas cabeças (frases feitas). Mas para mim, nenhuma traduz com tanta exatidão como a resposta de uma criança de três anos de idade. Dia desses, dou de cara com uma velha amiga dos tempos de colégio. Papo vai, papo vem, começam os assuntos. Perguntei, dando início a conversa, pela família. Ela respondeu que estava tudo bem. Falou-me de um neto que era uma gracinha, sapeca e divertido. Disse-me que numa tarde, chegando em casa, deparou-se com o bruguelo
gritando: “Ainda bem que você chegou, vovó, eu estava morrendo de saudade”. Ora, ela disse que imediatamente perguntou se ele sabia o que era saudade. Ele respondeu que sim e foi dizendo: “Saudade é procurar você e não encontrar”. Pois bem, faço minhas as palavras daquele menino, que na inocência dos seus três anos de idade, nos deixa uma lição de vida. Digo que saudade é procurar meu pai, Armando Arruda, ensinando-me os caminhos do bem, da ética. Saudade é procurar mamãe Mariana fazendo uma macarronada, meu prato preferido, e não encontrar mais. Saudade é procurar meus amigos de infância, lá em Nova Cruz, nas peladas onde a bola era feita de meia e molambo, e não encontrar mais. Saudade é correr para o rio Curimataú e não ver mais enchente. Saudade é ir à rua grande de Nova Cruz e não ver mais a grande feira. Saudades dos dias que aniversariava e minha madrinha Joanita Arruda, na sua meiguice, perguntando qual o presente que desejava. Lembro-me do anel com que ela me presenteou quando tinha mais ou menos oito anos, perdendo logo em seguida no percurso da escola. Ainda hoje sinto o sabor salgado das lágrimas que derramei. Da minha infância sinto saudades até da palmatória chamada Carolina. Errou ia pro cacête, não tinha perdão. Vivia pendurada em local visível na sala de jantar, exigindo respeito. Não podia deixar de falar no circo. Ele chegava todo ano e com ele vinha o alegre palhaço caminhando pelas ruas cantando: O raio, o Sol suspende a Lua “Olha o palhaço no meio da rua” E dizia mais, hoje teve espetáculo? “Teve sim senhor!” Hoje teve marmelada?“Teve sim senhor!” Hoje teve farofada?“Teve sim senhor!” E o palhaço o que é? “É ladrão de mulher!” E arrocha minha gente! Tudo isso não sai de minhas lembranças. Numa dessas passagens do circo, recordo do cachorro chorão, totalmente desprovido de pelos. Foi doado à Tia Joanita pelo proprietário do circo. O circo partiu e Chorão ficou fazendo sucesso na arte de agradar. Chamava atenção pela sua aparência. Era um barato prá toda meninada. E o trem? Toda meninada corria para ver a Maria Fumaça passando engolindo brasa e soltando fumaça. E nós na maior alegria, escutávamos o barulho que parecia dizer: café com pão, bolacha não; café com pão, bolacha não; café com pão, bolacha não...

sábado, 8 de fevereiro de 2014

REUNIÃO DA DIRETORIA DO IHG/RN EM 07/02/2014
















 
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE-IHGRN ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 07 de fevereiro de 2014 LOCAL: Rua da Conceição, 622 - Centro - Cidade Alta, CEP 59.025-270 - Natal - Rio Grande do Norte. Presenças: DIRETORIA: Presidente: VALÉRIO ALFREDO MESQUITA; Secretário-Geral: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES; Secretário-adjunto ODÚLIO BOTELHO MEDEIROS; Diretor Financeiro: GEORGE ANTÔNIO DE OLIVEIRA VERAS; Diretor Financeiro Adjunto EDUARDO ANTÔNIO GOSSON; Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu: EDGARD RAMALHO DANTAS; dos membros do Conselho Fiscal TOMISLAV FEMENICK, PAULO PEREIRA DOS SANTOS e LÚCIA HELENA, além do sócio Carlos Adel Teixeira. Justificativas: Vice-Presidente: ORMUZ BARBALHO SIMONETTI e Diretor \orador JOSÉ ADALBERTO TARGINO. ASSUNTOS ADMINISTRATIVOS: O Presidente Valério Mesquita iniciou os trabalhos da primeira reunião da Diretoria do ano de 2014, pelas 9,30 horas, dando as boas vindas a todos e dizendo do propósito de muito trabalho e realizações em favor do Instituto. Em seguida prestou algumas informações: 1) Durante o recesso ocorreram várias reuniões informais para a tomada de providências necessárias ao funcionamento do Instituto, citando-se, em particular, a reunião administrativa e técnica ocorrida no IPHAN onde as nossas arquitetas Alenuska e Dulce Albuquerque trocaram informações com a equipe do IPHAN, acertando detalhes de projetos complementares; 2) Comunicou que no recesso houve o furto da fiação de cobre do ar condicionado, do que se deu parte à Delegacia de Polícia da cidade alta e se providenciou a reinstalação do aparelho agora em parte interna do prédio, longe da vista e mais seguro; 3) Foi efetuado o pagamento dos salários do pessoal do mês de janeiro, mas é preciso lutar pela regularidade dos meses seguintes providenciando o trabalho de cobrança das anuidades; 4) Ocorreu o falecimento do confrade Ronaldo Villaça e o Presidente apresentou o pesar do IHGRN e oficiou esse pesar aos familiares do falecido; 5) Foi recebida a visita do confrade Cláudio Galvão que entregou exemplares do CD da obra musical de Tonheca Dantas; 6) Houve um encontro administrativo com a Superintendência do Banco do Nordeste para a celebração de parcerias para as obras do Instituto; 7) Ocorreu nova reunião técnica no IPHAN complementando encaminhamentos anteriores do que ficou acertado que o referido órgão encampará a licitação para a elaboração do projeto de reforma do IHGRN para inclusão do plano nacional de recuperação do patrimônio histórico; 8) O mesmo Secretário-Geral apresentou minuta de Ofício Circular sobre a cobrança da anuidade 2014 e recuperação das dívidas dos anos anteriores para ser apreciada pela Diretoria; 9) A prestação de contas do IHGRN, exercício 2013 está concluída e será encaminhada ao Conselho Fiscal para breve apreciação da Entidade; 10) Pediu a atenção de todos para a necessidade de reativação do Convênio com a PMN já estando sendo feito o atendimento das diligências da prestação de Contas do quanto já recebido; 11) Esteve com a Reitora tratando dos Convênios com a UFRN, o que deverá ser devidamente deliberado na presente reunião; 12) Por derradeiro, deu conta de problema enfrentado para a localização de um manuscrito de Stela Wanderley que se encontrava na estante desta sala e foi levada pelo sócio Anderson Tavares para guardar em local mais seguro e não foi localizado; 13) A Secretária Betânia Ramalho nos procurou para reativar as idéias de convênios e agendará audiência. O Presidente complementou: 1) dando mais esclarecimentos sobre o assunto do IPHAN; 2) informou que temos recursos já alocados para o orçamento de 2014 e depositado recursos do ano passado e está sendo levantado esse total de recursos e quem foi responsável por cada emenda; 3) Comunicou uma audiência acertada com o Banco do Nordeste para terça-feira próxima às 10,30 horas, junto ao Superintendente Francisco Carlos Cavalcanti. Com a palavra o confrade Tomislav informou que esteve na Federação da Indústria e ventilou a possibilidade de nova ajuda financeira, parte em dinheiro e parte em financiamento de livro de sua autoria com renda para o Instituto – para isso vai98 procurar Fernando para acertar um encontro. Com a palavra Edgar Dantas esclareceu que iria procurar a UFRN para ultimar a celebração do Convênio para o levantamento do acervo do IHGRN; disse do nosso interesse em acompanhar a restauração do Forte dos Reis Magos, oportunidade em que o confrade Odúlio Botelho esclareceu que o assunto foi ventilado na reunião do IPHAN e que nós seríamos convidados. Com a palavra George Veras disse da necessidade de pagamento urgente de contas em atraso. Falou, ainda sobre a necessidade de acompanhar a questão da preservação das pedras históricas da rua Pax na cidade alta. Por último, com a palavra o confrade Eduardo Gosson, deu conta da localização de um documento histórico da posse de todos os Governadores do Estado localizado no Memorial Vicente Lemos e a doação do processo referente à passagem da Coluna Prestes por São Miguel. Informou que a UBE vai lançar e o livro de Diolinda Garcia de poesia e prosa no dia 12 de março, 19 horas, Buffet Renata Motta – e no dia 10 de março a comemoração do centenário do Dr. Moacir Lucena na ANRL. Para constar, eu,_________________CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES, Secretário-Geral do IHGRN, lavrei a presente Ata, que após lida e aprovada vai assinada pelos presentes.